Cobertura Especial

Superintendente da Susep faz balanço sobre este ano e comenta questões atuais que envolvem o setor de seguros

 

Na visão do órgão regulador, MP 905/19 será benéfica para seguradoras e corretores de seguros

Por Camila Alcova 

Durante a cerimônia do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, promovido pela CNseg, hoje, no Rio de Janeiro, a superintendente da Susep, Solange Vieira, fez um balanço sobre este ano.

De acordo com ela, o setor conta com um campo de trabalho expressivo em termos de possibilidades. “É um setor que ainda tem muito a se desenvolver no Brasil. Temos uma questão tecnológica grande para avançar”, exemplificou.

A superintendente comenta que a Susep pretende, em fevereiro, iniciar a atuação das apólices eletrônicas para grandes riscos. “Esperamos que, em cerca de um ano e meio, todo o setor esteja com a apólice eletrônica. Estamos fazendo um esforço, tanto na Susep, quanto junto ao setor, para que se avance e que possamos transformar o setor de seguros, assim como o setor bancário se transformou, para que consiga operar ‘na palma da mão’, e para que os serviços possam ser contratados via celular”, destacou ela, se referindo, especialmente, aos produtos massificados.

Sandbox

Solange Vieira também menciona as expectativas com a implantação do sandbox, que, em sua visão, trará seguradoras de nichos de mercados, mais simples e específicas. “Entendemos que o setor precisa ter especificações, de acordo com a exposição a riscos”.

De acordo com ela, a autarquia também vai votar uma consulta pública para liberar contratos indexados ao dólar, além de colocar em consulta pública a flexibilização do número de negativas para contratos de seguros no exterior.

DPVAT

Em relação à possiblidade do fim do DPVAT, ela comenta que as políticas públicas do país, de maneira geral, precisam ser revistas. “Recursos públicos são limitados e precisamos elencar as melhores políticas públicas e a Susep não vê hoje o DPVAT como um bom mecanismo de política pública”.

Ela opina que a arrecadação feita para o SUS é regressiva e não analisa renda, mas os riscos. Em relação ao produto de seguro, Solange Vieira aponta que a taxa de retorno de pagamento de sinistros é baixa em relação ao total arrecadado. “Foi por esse motivo que resolvemos colocar em discussão essa política pública de seguro obrigatório junto ao Congresso e à Sociedade”, esclarece.

MP 905/19

Em relação à Medida Provisória 905/19, que tem causado diversas dúvidas entre os corretores de seguros, pela presença da proposta de fim da obrigatoriedade de registro profissional, a superintendente da Susep acredita que se trata de uma medida revolucionária para o setor empresarial, por conta da desregulamentação do mercado de trabalho e flexibilização.

“Entendemos que a desregulamentação do trabalho de corretores é algo positivo tanto para as seguradoras quanto para os corretores de modo geral. A autorregulação pode ser adotada, a medida que o setor está desenvolvido e com maturidade para isso”.

Expectativas

De acordo com Solange Vieira, a Susep tem perspectivas de crescimento em relação ao setor. “Acreditamos que a melhor forma de crescer é com mais transparência, concorrência e redução de preços”. 

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