Cobertura Especial

O protagonismo feminino no mercado de seguros

 

Relevância da mulher é notória no setor, mas pode avançar: setor conta com uma mulher para cada três homens líderes. Profissionais comentam o propósito de proteger pessoas e patrimônios

Carol Rodrigues

Tendência à cooperação, maior flexibilização, empatia, olhar humano, maior desenvoltura no relacionamento interpessoal, clima organizacional leve, trabalho em equipe, visão sistêmica,persistência diante das dificuldades e atenção aos detalhes. Estes são alguns  ganhos da presença feminina nas corporações, conforme Regina Lacerda, CEO da Rainha Seguros e presidente do Clube das Executivas de Seguros de Brasília (CESB).

Atualmente, as mulheres representam 55% da força de trabalho do mercado de seguros, segundo o 3° Estudo sobre as Mulheres de Seguros no Brasil realizado pela Escola de Negócios e Seguros (ENS).  “Ainda que hoje a nossa participação seja mais expressiva e alguns direitos tenham sido concedidos e conquistados, muitos são os preconceitos e desafios enfrentados. As mulheres precisam lidar com situações como a desigualdade salarial, o assédio no ambiente de trabalho, a jornada tripla que muitas precisam realizar, além da grande dificuldade de ocupar cargos de liderança”, destaca Regina.

Liza Maria Faveri Miranda de Sousa, sócia-diretora da Continental Assessoria, lembra que quando começou poucas mulheres atuavam no mercado segurador e menos ainda em cargos de liderança. “Agora, a presença feminina, principalmente em cargos de liderança, já é uma realidade. Gosto disso e admiro muito o pulso firme que vejo de algumas mulheres nesses cargos”. 

Embora a presença feminina tenha crescido, ainda há muito espaço para a liderança ser ampliada, principalmente nos cargos mais altos das organizações, de acordo com FabianaResende, vice-presidente Executiva do Seguro PASI. “É preciso quebrar os paradigmas de ambos os lados porque percebo que às vezes o bloqueio vem da própria mulher, que se limita psicologicamente. Se ela não acreditar no seu potencial antes de qualquer outra pessoa, será difícil provar isso aos demais. Acredito que a autoconfiança pode ajudar muitas mulheres nessa jornada”.

Simone Fávaro, segunda vice-presidente do Sincor-SP, fundou a FACSI, a terceira maior corretora de seguros de Jundiaí, e recorda que no início da carreira a maioria das corretoras era liderada por homens. “Participava dos eventos e reuniões de seguradoras e dava para contar nos dedos das mãos a quantidade de mulheres. Hoje a realidade é diferente,  fazemos a diferença! Há várias mulheres diretoras de corretoras que comandam a empresa, e lideram no mercado segurador cargos importantes, temos hoje mulheres na presidência de seguradora”, destaca.

Um exemplo é Erika Médici, CEO da AXA no Brasil, que não se viu limitada por ser mulher, ainda que trabalhe em ambientes com predominância masculina. “Sei que não é uma realidade para todas, mas desenvolvi minha carreira em duas empresas muito abertas – primeiro na SulAmérica e, a partir de 2016, na AXA. Mulheres enfrentam preconceitos pautados em rótulos que as definem como sensíveis, emocionais, preconceitos que são perpetuados no ambiente profissional, e vejo que é essencial abrir oportunidades para que elas mostrem o que tem a oferecer. Para trabalhar com proteção e confiança é preciso dar oportunidade para que o profissional confie em si mesmo antes. Isso sim é equidade de gênero”.

Para ela, o mercado de seguros vive um processo de transformação em todos os aspectos, assim como toda a sociedade. “Estamos avançando no entendimento e nas práticas de diversidade e é um caminho sem volta. As empresas têm um papel decisivo nesse processo. Na AXA, esse tema está atrelado às nossas políticas de reconhecimento e bonificação. Hoje, me orgulho em poder dizer que trabalho em um Grupo que exerce uma liderança global em relação ao tema e no Brasil também somos protagonistas nas discussões setoriais”.

O propósito da proteção

Regina aprendeu o que era propósito dentro de casa. Ser corretora de seguros a torna feliz e realizada pessoal e profissionalmente. “Quando o propósito do empresário ou do líder é bem definido é muito provável que o da sua empresa também seja. Assim, a Rainha Seguros e eu seguimos firmes no propósito de proteger a vida e o patrimônio das pessoas em apólices tecnicamente bem elaboradas para cada um de nossos clientes”, comenta a corretora, para quem “é fantástico, fascinante, emocionante e de grande responsabilidade cuidar da proteção da vida e do patrimônio de pessoas”.

“Sinto-me privilegiada em poder unir o propósito do meu trabalho aos meus valores pessoais. O fato de ser mulher me ajudou muito nessa jornada. A sensibilidade e a alta capacidade feminina podem fazer toda a diferença quando bem aplicada na carreira profissional”, comenta Fabiana.

Filha de profissionais do mercado de seguros, Liza Maria brinca que a primeira palavra que falou na vida foi apólice; a segunda, prêmio; a terceira, sinistro; a quarta, papai, e a quinta, mamãe. “Então pra mim, simboliza uma consagração mesmo. Eu tinha que trabalhar com isso”.

“Amo a minha profissão de Corretora de Seguros. Tenho privilégio de poder orientar, estar presente nas diversas situações de uma família, nascimento de um filho, aquisição da casa própria, compra do primeiro carro, evolução empresarial, momento mais difícil a perda de um ente querido. São tantos momentos que participamos da vida das pessoas, que nos levam a um elo de amizade, carinho, gratidão e muito aprendizado”, descreve Simone.

Leia mais na edição de março (228) da Revista Cobertura.

 

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